Seu filho o desafia e sente-se dono do mundo? Ele pode ter a Síndrome do Imperador

Bastante comum, a síndrome é tema de livro que será lançado no dia 4 de maio, na Faculdade UNIAMÉRICA

Seu filho o desafia, faz birras ou tenta mandar em casa? Caso a resposta seja afirmativa, ele pode estar vivenciando a chamada ‘Síndrome do Imperador’, ou seja, comportamento de mando, imposição e agressividade que costuma aparecer em crianças por volta dos 7 anos de idade. O assunto é tema do livro Síndrome do Imperador que será lançado no dia 4 de maio, às 19h, na Faculdade UNIAMÉRICA com talk-show e sessão de autógrafos.  

De autoria da psicóloga Lilian Zolet, a obra é um manual prático para facilitar o diagnóstico da síndrome, entendê-la e estabelecer medidas terapêuticas para tratá-la. Com 3 anos de atuação na Terapia Cognitivo-Comportamental, a psicóloga que também é mãe, escreveu o livro com base em casos fundamentados na própria experiência clínica a partir do atendimento de crianças e familiares.

Bastante comum nos dias atuais, a Síndrome do Imperador é resultado de uma série de fatores, incluindo as mudanças socioculturais da última década que levaram os pais a terem menos tempo para ficar com os filhos. Outro condicionante é o próprio modelo de educação no qual os pais foram submetidos, quer dizer, em ambientes de muita repressão, mágoas e culpa. Para fugir dessa matriz da educação autoritária e não replicá-la, muitos pais acabam afrouxando as rédeas e tornam-se reféns emocionais dos filhos ao serem lenientes com caprichos e birras deles.

Quando os pais são indulgentes, os filhos desenvolvem a crença de que podem fazer qualquer coisa e transformam-se em imperadores mirins cujo comportamento é transferido para a sala de aula e na relação com demais amiguinhos.

A autora elenca no livro 10 sintomas indicativos da síndrome tais como baixa tolerância à frustração, postura mandona, baixa interação, falta de empatia e inabilidade social. Quando essas posturas perpetuam, explica Lilian, a criança pode tornar-se um adolescente agressivo.

O tratamento da síndrome requer a correção de pensamentos disfuncionais das crianças, o que necessita de auxílio e presença dos pais. É preciso, diz a psicóloga, educar as crianças a questionar possíveis distorções cognitivas. Uma das ações que podem ser colocadas em prática são tarefas de rotina, de acordo com cada faixa etária.

Para crianças de 2 a 3 anos, é indicado fazê-las guardar os próprios brinquedos e comer sozinha. Os filhos da faixa etária dos 9 a 11 anos também podem, por exemplo, estender roupas no varal e fazer lista de mercado.

Especializada em terapia Cognitivo-comportamental pelo Instituto Paranaense de Terapia Cognitiva (IPTC) e graduada em Psicologia e Fisioterapia pela Uniamérica, Lilian Zolet ministra cursos, palestras e também é coautora da obra Terapia Cognitivo-Comportamental em criança e adolescente: guia de referência e ferramenta em estratégias terapêuticas, título que recebeu o prêmio Bernard Rangé, instituído pela Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC).

CONVITE Lançamento do livro “Síndrome do Imperador: entendendo a mente de crianças mandonas e autoritárias”. Editora Epígrafe.

Dia: 04 de maio (quinta-feira) às 19h.

Local: Cineteatro da UNIAMÉRICA com talk-show e sessão de autógrafos.

Assessoria: Denise Paro – jornalista responsável

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